A Prostituição da Informática

Prostituição do mercado da Informática

Meu sobrinho que faz curso de informática faz de graça, porque vou pagar para um técnico formado um valor desses? Essa é uma pergunta que muitas pessoas fazem e que gera dois problemas para a profissão da informática: O Técnico que estudou por anos é desvalorizado e passa a cobrar pouco ou até menos que os “sobrinhos” para ter concorrência e estes passam a exercer o cargo, até mesmo em empresas, que por direito seria de alguém que estudou para isso.

A prostituição do mercado da informática se dá principalmente pela falta de legalização da profissão. Por este motivo, qualquer pessoa que realizar uma pesquisa na Internet do tipo: “Como formatar um computador” pode se auto-intitular técnico. Não estou criticando as pessoas que obtém os seus conhecimentos através da Internet, afinal eu transmito os meus através deste blog. No entanto, temos que ter uma separação entre quem realmente estudou e se qualificou para tal cargo e alguém que apenas aprendeu algo mas não possui uma qualificação formal.

Desde 2007 está em trâmite no Senado o PLS 607/07, que visa regulamentar a profissão da informática, estabelecendo algumas regras para os Analistas de Sistemas e os Técnicos de Informática. De acordo com a lei, o profissional só poderá exercer o cargo de acordo com suas qualificações e tempo de experiência comprovada no mercado. Porém, como todos nós sabemos, um processo de tramitação de uma lei no Brasil pode levar alguns anos( estamos no 5º ano de espera ). Veja as propostas:

A responsabilidade técnica por projetos e sistemas para processamento de dados, informática e automação, assim como a emissão de laudos, relatórios e pareceres técnicos seria privativa de Analista de Sistemas.

Já a profissão de Técnico em Informática, ainda de acordo a proposta, seria exercida por profissionais com curso técnico de informática ou de programação de computadores (em nível de ensino médio ou equivalente) e por quem tenha exercido essa profissão, comprovadamente, por pelo menos quatro anos.

Enquanto isso, vamos continuar disputando com sobrinhos ou com os prostitutos da profissão, que cobram valores incrivelmente baixos, manchando toda uma classe de Analistas, Técnicos e Programadores (como eu). Entenda por “prostituto” aquela pessoa que não é qualificada (ou até é), mas não se valoriza, a ponto de trocar os seus serviços (prestação de serviço) por preços irrisórios.

Imagine eu chegando em um escritório de advogacia e pedindo para alguém me defender por R$ 500,00. Você acha que eu vou conseguir? R$ 500,00 é o preço que um advogado cobra para uma ou duas reuniões, e isso eu admiro neles. Eles sabem se valorizar, não cobram barato, afinal, estudaram muito para isso. Eles são valorizados e muito bem pagos pelo fato de existir a OAB, um órgão que regulariza e fiscaliza a profissão, impossibilitando uma pessoa não qualificada de exercer a profissão. Imagine se isso fosse também uma realidade na área da informática?

Como profissional certificado e atuante no mercado há 3 anos, sou totalmente a favor do PLS 607/07, pois a mesma irá trazer inúmeros benefícios para a profissão, como piso salarial, um sindicato exclusivo para buscarmos os nossos direitos, entre outros. Caso ela seja aprovada, uma pessoa que fizer um cursinho de informática básica não poderá exercer a profissão como um Técnico que estudou no mínimo 1500 horas (experiência própria, sou formado também como Técnico em Informática). Com isso, haverá um estímulo para que essas pessoas estudem ainda mais e assim obtenham um certificado válido e todos os benefícios citados.

No vídeo abaixo, veja o dilema que um Analista de Redes passa em seu dia-a-dia, não muito diferente do que um Programador ou um Analista de Sistemas também convive.

 

 

Voltando ao assunto, são os prostitutos da informática que rebaixam todos as pessoas que se formaram na área. São eles que acostumam as pessoas a desvalorizar o profissional da informática, cobrando praticamente a gasolina que gasta para chegar até o cliente. Somos desvalorizados não só por não termos uma regulamentação em nossa profissão, mas por estas pessoas exercerem a nossa profissão sem primeiro se qualificar. São essas pessoas que cobram o que o cliente quer pagar e não de acordo com suas necessidades.

Veja um exemplo de total falta de respeito com os programadores WEB, uma proposta de um cliente que já está acostumado a pagar as “prostitutas da informática”:

 

Um trabalho que durará 1 ou 2 meses a fio sendo oferecido por 500 reais… Alguém ai aceita?

 

Esse texto foi publicado em um Fórum de Programadores que eu participo e eu tive o desprazer de ver esta mensagem. Nem preciso dizer o quanto isso foi revoltante para todos os participantes, até mesmo para os administradores do site, que tiveram que criar um tópico separado só para as respostas.

Enfim, entendo que todos precisam trabalhar e as vezes precisamos pegar estes trabalhos “baratos”, até por uma questão de sobrevivência ou aprendizagem. O problema é quando isto se torna um hábito, pois assim o cliente em questão  se “acostuma” a pagar pouco e querer exigir muito…

Se você é a favor do PLS 607, clique aqui e participe da petição.

Lucas Peperaio

Estudante de Ciência da Computação, trabalho com desenvolvimento web há 5 anos e com hardware há 8. Nas horas vagas, sou entusiasta de Overclock, Casemod e Benchmarks, além é claro dos Games. Apaixonado por informática e pela vida, procuro compartilhar meus conhecimentos e assim, ajudar as pessoas. Siga-me no youtube, posto semanalmente muito material sobre Hardware, tecnologia e games em geral: Clique aqui

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30 Comentários Deixe o seu

  1. Jean Ricardo

    Eu concordo em partes, acho sim que esses prostitutos da informática desvalorizam os profissionais mais experientes e que se esses profissionais fossem legalizados contenteza iriam receber bem mais pelo seus serviços, só que não acho correto exigir 4 anos de trabalho, tem muita pessoa que com a internet aprender varias coisas, mas existe algumas pessoas que realmente só com a internet se tornam ótimos profissionais, e esses também são desvalorizados por não terem um certificado, acho que a legalização deveria se dar pelo nivel de conhecimento da pessoa, independentemente se ele tem ou não algum curso, por que também existes os cargos fantasmas, as vezes a pessoa tem 5 anos de trabalho e não sabe nada

    • Lucas Peperaio

      Realmente, existem os cargos fantasmas e isso pode se tornar um problema caso a lei seja aprovada. Sobre os conhecimentos pela Internet, eu sou uma dessas pessoas, estudei muito pela Internet mas também corri atrás de cursos e certificações (Técnico, Cert. Microsoft e Superior). Acho que um profissional completo é aquele que estuda em instituições reconhecidas e se mantém atualizado através da Internet.

      • Paulo Jesus

        Concordo plenamente com o Lucas. Internet serve para o profissional se manter atualizado e não para formação profissional, apenas como reciclagem e atualização da bagagem que adquiri nos cursos e certificações.

      • Luis Fernando Veloso

        Totalmente de apoio Lucas. Sou formado em Bacharelado em Sistemas de Informação, e vejo cada coisa por aí. Para aqueles que dizem que não precisa se formar para trabalhar com TI, deixo uma questão: Hoje, alguém aí conhece pessoas que tem habilitação de motorista feito pelo correio ou internet, sem fazer o curso e as provas?????

    • Paulo Jesus

      Não acho certo isso não, meu amigo. Sempre gostei da área e pesquisei muito na internet até adquirir bom conhecimentos. Hoje em dia pago minha faculdade de Ciência da computação (que não é nada barato), fico horas na frente do computador pra fazer trabalhos e projetos para a faculdade, horas estudando para atingir uma boa média e não pegar DP em nenhuma matéria e faço inúmeros sacrifícios financeiros, deixando de sair e fazer coisas que gosto para poder pagar a faculdade e não acho justo um profissional que não possui formação receber o mesmo crédito e mérito que os profissionais que são qualificados ou buscam uma qualificação superior. É isso, sem mais.

      • Leandro Chaves

        Paulo, Eu também cursei ciência da computação. E uma coisa que aprendi na faculdade, é que não vai me servir de nada tas aulas de elétrica, se vou desenvolver um site com PHP, Python, etc. Nessa situação, um bacharel em ciência da computação que não procurou conhecimentos adicionais não deveria ser mais valorizado que alguém que dedicou anos de estudo a essas linguagens. E é exatamente isso que esse projeto de lei pretende fazer.

        • Paulo Jesus

          Eu entendo seu ponto de vista Leandro, mas acontece que por isso mesmo é que essas pessoas que baixam tutoriais devem buscar uma formação profissional que seja certificada. Eu já fiz muito isso e ainda faço, mas busquei uma qualificação, pois só isso não dá, como também deve ficar fora do mercado os bachareis que formaram-se só pra ter o diploma. Se o profissional quer ser bem posicionado no mercado deverá ter diploma universitário de um curso aprovado pelo MEC + Certificações + Conhecimentos e Experiência. Se tiver esses requisitos tem tudo pra ter uma boa posição dentro do mercado, dúvido que se fosse obrigatório esses requisitos houvesse “prostitutos” nesse ramo.

        • Joao Carlos

          Sou totalmente contra esse pensamento,dessa forma vou estudar o código penal na internet e advogar,vou estudar compostos químicos e doenças na internet e começar a medicar.!Pelo amor de Deus as pessoas que defendem a não regularização são pessoas que não trabalham na área ou são os “formateiros” de plantão do faça você mesmo,já ouvi ate um rapaz falar:-Aprendi a formatar computador pela Internet,uma coisa tão fácil e simples,trabalho fazendo isso e não acho justo cobrarem alto pra fazer algo do tipo.Pelo AMOR DE DEUS!!!!!! Será que esse profissional sabe a diferença entre sistemas de arquivos de Sistemas Operacionais?Quem não defende a lei é porque nunca trabalhou em empresas mais de 8 horas por dia e ate noites em claro para somente subsistir e ganhar uma merreca!não ter um conselho pra regular ou alguém pra lutar por salários justos em sua profissão é difícil. Também vejo muitos discursos do tipo:Marck Zuckeberg criou o Facebook e não é formado!Grandes profissionais Como Denis Ritchie eram fisicos e matemáticos!Primeiro Marck Zuckeberg estudava Sistemas De Informação em Harvard quando criou o Facebook,segundo a matemática é no que se baseia a programação,você pode formar-se em matemática e fazer especialização na área de desenvolvimento. Pelo Amor de Deus aos ignorantes de plantão!Queremos somente um conselho para regular a profissão e lutar por nossos direitos por ter passado horas sentados em um banco de Faculdade

  2. Leandro Chaves

    Lucas, Eu também acho que existe muita gente se aproveitando da falta de regulamentação do mercado de TI. Porém não é um projeto de lei ridículo desse que vai melhorar o mercado para quem realmente tem conhecimento nessa área. E não concordo que “Horas de estudo” criem um bom analista de sistemas ou técnico. Eu, por exemplo, depois de + 3 anos estudando em faculdades distintas, percebi que aprendia mais estudando por conta, através da internet e livros, do que dentro dessas “Universidades”. Fora que a área de TI tem muito mais desmembramentos do que a Advogacia ou outras áreas regulametadas. Sendo impossível alguém ter conhecimento de tudo.

    • Lucas Peperaio

      Talvez seja isto que está atrasando esta Lei, a ramificação da informática não é algo estático, pelo contrário, todos os dias são criados novos conceitos e com isso vão sendo criadas novas profissões, como a nano tecnologia, realidade aumentada, tv digital e por ai vai..

      Reconheço que o conhecimento visto em uma universidade torna-se obsoleto em questão de meses, pois assim é a tecnologia em geral. Mas acredito que uma conciliação entre ambas seja um bom caminho para obter o sucesso profissional

  3. Caio Vidal

    Concordo em partes, que deveria ter sim um orgão que fiscalizasse e manteasse um nível alto da profissão como a OAB, mas existe muita gente que sabe muita coisa aprendendo pela internet, mais do que muitos formados.

    • Askov

      Perfeito… atuo na area a mais de 8 anos, ja vi cada “formado”que pelo amor de deus.. sendo que os companheitos de trabalho que mais confio, sao aqueles que aprenderam digamos que na raça.

      • Joao Carlos

        Mas ja vi cada não formado que Meu Deus!!!!!!!!!!!!!!cometem erros primários na área!e pra onde correm ?pros formados!

  4. Ronaldo

    Cara… valorização hoje do profissional de TI tá complicada. Olha a situação que passei um tempo atraz. Eu (engenheiro de computação) e um amigo (analista de sistemas) fomos chamados para fazer um sistema para uma empresa, tanto a parte de software e depois a parte de automação (empresa média, era trampo). Em resumo: Orçamos a parte de software em R$4mil e o dono da empresa achou caro e desistiu. Agora, pergunta pra ele se ele colocou no papél que, seriam 2 profissionais trabalhando por, no mínimo, 3~4meses, fora as visitas na empresa, tanto antes, durante e depois da implementação do sistema. E será que ele levou em consideração que ainda estava este preço porque ainda teria a parte de hardware, que como também seria feito conosco, estavamos com um preço abaixo? Pra mim, duas coisas derrubam os profissionais de TI: a desinformação da população referente as dificuldades enfrentadas e a capacitação que devem ter os profissionais dessa área. O outro é a propria não valorização do profissional. Ninguém bate o pé e fala não. Tá certo que tem gente que precisa, mas tem um monte de “cara da informática” se prostituindo por aí. Isso quebra diretamente o profissional qualificado (e voltamos ao primeiro item).

    • Lucas Peperaio

      Excelente comentário Ronaldo, antes de eu me formar na área da Web eu desenvolvia aplicações comerciais em Delphi e passei por vários problemas parecidos como este. Na prática, o cliente quer sempre o melhor pelo menor preço, e para eles pouco importa o que nós profissionais teremos de gastar por fora ou até mesmo com o projeto.

      Essa é a minha filosofia:
      * Se for bom e barato NÃO vai ser rápido
      * Se for barato e rápido NÃO vai ser bom
      * Se for bom e rápido NÃO vai ser barato

      Se o cliente achar ruim, sinto muito mas eu não passei 1500 horas num curso técnico + certificações Microsoft (que são caríssimas) para ganhar pouco e me estressar muito. Certamente ele irá encontrar outro profissional mais barato, mas eu aprendi a me valorizar e assim valorizar o meu trabalho

  5. Débora

    oxe… se o cara que não tem diploma, resolver o problema… qual o problema nisso?

    • Lucas Peperaio

      Não existe problema nisso, porém este tipo de profissional provavelmente cobrará barato, por não ser qualificado em um instituição de ensino. Assim, todos os outros profissionais acabam sendo prejudicados

    • João

      oxe… não cobro nada pra arrancar um dente (além de pós graduado na área de informática e certificado, pratico boxe)… nem por isso vc deixaria de ir num dentista fazer a extração, correto?

  6. Fábio Aguiar

    Excelente artigo. Concordo plenamente com ele! E só pra reforçar, só iremos mudar este cenário quando houver a regularização da profissão e é por isso que devemos usar as ferramentas que temos em mãos e começar imediatamente um abaixo assinado para forçar os políticos (que só trabalham sob pressão popular) a analisarem o projeto de lei supra citado.

    Lhe proponho a começarmos isso imediatamente! Vamos criar um manifesto e começar a divulgá-lo nos foruns, redes sociais, lista de e-mails… O que acha?

    • Fábio Aguiar

      Me perdoem os pedreiros, mas os profissionais da construção civil, muitas vezes ganham mais do que os profissionais da TI por um único motivo, ELES TEM UM SINDICATO FORTE E VÃO À LUTA PARA MELHORES SALÁRIOS E CONDIÇÕES DE EMPREGO!

      • Ronaldo

        Mais ou menos… Eu tenho CREA também e mesmo assim, não sou valorizado. A questão é que o próprio cliente/usuário não tem valorizado a profissão já que tem um monte de perdido por aí que “fazem” o serviço.

    • Lucas Peperaio

      Olá, já existe este manifesto e está com um boa votação, esqueci de colocar o link no artigo:

      http://www.avaaz.org/po/petition/Criacao_do_Conselho_Federal_de_Informatica_do_Brasil/?ePQsQab

  7. Ubuntu Para Iniciantes

    Olá! Bem, eu acho que essa discussão é extremamente complicada. Visto que mesmo instrutores de informática podem ser pessoas já graduadas que estão passando conhecimento para pessoas que querem aprender uma pequena parte. Digo pequena parte pois a área de TI é muito vasta. Entendo essa discussão e acredito que deve haver uma “peneira”. Mas também não sei qual. Talvez o próprio mercado seja essa peneira. Mesmo os formados em alguma área de TI não detêm todo o conhecimento, acabam se especializando em uma parte também. A ultima vez que visitei o site da SCB não havia nenhuma restrição para pessoas não graduadas trabalharem em algum campo de TI. Isso só está reservado para quem quer seguir alguma carreira acadêmica. Mas como disse quem sabe o próprio mercado acabaria selecionando o bom profissional. O fato de um advogado cobrar 500 reais não o qualifica como sendo um bom profissional.

  8. Arnaldo Meurer

    Ótima matéria, só acrescentando, não é somente a graduação que faz um profissional completo, conheço várias pessoas com graduação que apanham pra quem não tem nenhuma, Faculdade lhe dá conhecimento e não inteligência e como sabem, sem prática o conhecimento pode ser esquecido.

    • Ubuntu Para Iniciantes

      Um diploma é muito bom! Mas muitas vezes não quer dizer nada. Não importa se foi em um instituição pública ou privada. Pode ser apenas um pedaço de papel. Claro ninguém em são consciência daria crédito a um “médico” que não tenha sido formado, mas também existem muitos médicos ruins, péssimos que o diploma não o tornou melhor.

      Penso que há casos e casos para essa discussão. Se houver algum tipo de regulamentação que também não seja a ponto de corte ótimos profissionais que estão no mercado e nunca sentaram em uma cadeira acadêmica.

  9. Everson

    Outra boa q sempre fazem:

    Vc é analista de Rede, Sistemas, qualquer coisa da área. Dai falam:

    Já que vc mexe com computador, essas coisas, informática. AAA então vc poderia ir lá em casa configurar o lexuzbox pq caiu o sinal.

    Velhooooooooooooooooooo como isso me irrita.

  10. Dyorg

    Amigos, se um sobrinho consegue fazer a mesma coisa que você, profissional formado, logo não são as outras pessoas que estão desvalorizando a profissão de TI, justamente ao contrário, você que não tem o valor que pensa ter.

    Sou profissional da área de TI também, formado, certificado em linguagem de programação e com experiência profissional, então conheço o contexto do nossa área. Existe uma máxima de mercado, não somente para a área de informática, que diz “Você ganha pela sua raridade, não por sua importância”, ou seja, se você faz o que todo mundo faz você irá ganhar o que todo mundo ganha, com ou sem diploma.

    Uma dica que deixo aqui é, estude como argumentar por que o seu trabalho vale o que você esta cobrando (valor bem maior que o sobrinho), mas se você não conseguir encontrar argumentos plausíveis então está na hora de você se reinventar.

  11. Bernardo

    Sitação complicada, há um tempo atras abri uma empresa de desenvolvimento, fazia como mandava o figurino, especificações, plano de projeto, cronograma, baseava preços por UCP, enfim, no final ou levava calote ou era trocado pelo filho da vizinha que sabia fazer um site “parecido” ou recebia a pergunta “mas nao tem isso gratis na internet? so preciso que você instale. Moral da historia.. FALENCIA… antes mesmo de ganhar algo.

    Acho SIM que para trabalhar com TI e necessario estudo, foramtar computador, configurar “internet” domestica, isso esta na internet, deveria ser obrigação de todos saberem. Agora, para desenvolver um sistema, implantar uma rede ou seja la o que for, necessita-se sim de estudo, competencia e afins. Conheço muitos profisionais da area de desenvolvimento “Sou dessa area” que programam muito bem e nunca se formaram, aprenderam sozinhos e tal, mas, uma coisa e certa eles fazem como sabem, muitos nao sabem porque tem q ser feito daquela maneira, apenas sabem que e assim, a faculdade tras o embasamento teorico, te ensina a aprender, quando vc estuda vc sabe o que deve procurar no google, você entende o que encontra e isso faz muita diferença. Existem as excessoes para comprovar a regra dos dois lados, pessoas formadas q sao “braço curto” e nao formados que são “fodas”. Mas uma coisa é certa, se fosse facil não tinha faculdade pra ensinar.

  12. Ronaldo Lommez

    Sou técnico em informática há 13 anos, me sustento com a profissão, construí minha carteira de clientes a duras penas, com muito sacrifício, levando-se em conta que existem inúmeros “profissionais” da informática cobrando valores baixíssimos para abater a concorrência. São pessoas que não se valorizam, se é que têm experiência na área, porque muitos dizem que são profissionais da informática só porque já sabem instalar Windows no computador. Eu fiz um curso em 2001 de Montagem e manutenção em computadores, fiz estágio de 3 anos em oficina, me qualifiquei durante anos para a demanda de redes, que são vários tipos, construí minha clientela aos trancos e barrancos, mas nunca cobrei 30 Reais (que é valor que muitos cobram) para formatar uma máquina. 30 Reais hoje eu cobro só pelo deslocamento, se eu nem pegar na máquina. Depois da experiência de anos de trabalho e muitas noites sem dormir estudando redes, etc., (ninguém ensina pra gente, né?) nunca vou cobrar valores irrisórios para fazer um trabalho na área, mesmo porque é bem feito e eu, sinceramente, nunca chamaria um técnico que cobra 30 “mirréis” para mexer no meu computador… é loucura!