A Obsolescência Programada na Informática

Obsolescência Programada na Informática

Imagine que num belo dia o seu monitor apresente problemas. Ao levá-lo na assistência autorizada, o técnico analisa e te recomenda comprar um monitor novo ao invés de tentar consertá-lo. Segundo ele, não compensaria um conserto, devido ao custo de mão-de-obra, componentes e pela demora do serviço. Você, como a grande maioria dos consumidores, aceita a proposta e possivelmente até compra com ele. Pronto, você é mais uma vítima da Obsolescência Programada, um fenômeno industrial e mercadológico que surgiu na década de 20, que visa a rápida “Descartalização” com o objetivo de manter o mercado econômico em alta.

A Obsolescência Programada é o motor secreto da sociedade consumista em que vivemos, cujos objetivos principais são: Lucrar e fazer com que o consumidor nunca esteja satisfeito com o que tem ou sempre queira ter algo que não precisa.

Imagine um fabricante de celulares. Este produz um celular super moderno, porém alguns meses depois um novo modelo melhor já é lançado. Entendemos que ele produz algo para se tornar funcionalmente obsoleto, induzindo o consumidor a manter uma regularidade de trocas. Sim, este fabricante poderia criar um celular com todas as funcionalidades e adicionais necessários para agradar o consumidor, porém ele não o faz; justamente pelo fato disto não ser lucrativo. A ideia do consumidor comprar algo e permanecer com seu bem por um bom tempo de fato não agrada a indústria, pois se as pessoas não compram, a economia não cresce.

Este “fenômeno” surgiu alguns anos antes da grande crise da economia de 1929 (Quebra da bolsa de valores dos EUA), onde, de forma sútil, um grupo de empresários decidiram que seu principal produto – a lâmpada – deveria durar menos, para que as pessoas comprassem mais. Segundo o projeto inicial de Adoplhe Chaillet em 1895, o filamento da lâmpada de sua companhia deveria ser resistente a ponto de durar muitos anos ininterruptos (há relatos de protótipos originais que já ultrapassam os 70 anos em plena atividade). Porém, em 1924, acionistas desta mesma empresa decidiram trocar suas linhas de produção por componentes muito mais frágeis, feitos para queimar em pouco tempo. A vida útil máxima foi estabelecida: 1000 horas ou menos. Este acordo comercial envolvia vários países, formando um verdadeiro cartel, que ficou conhecido como Phoebus.

 

O fenômeno chega a Informática

Era de se esperar que a Obsolescência Programada chegasse no meio da tecnologia industrial e informática, que começou a se popularizar nos anos 50. Porém só conquistou a grande massa a partir da década de 70, onde surgiram as famosas pioneiras, Apple e Microsoft. No início não era tão notável, porém com o passar do tempo, ficou claro que um sistema operacional ou um computador precisava ser trocado ou atualizado de tempos em tempos. Naquela época, isso até era necessário, pois a velocidade do hardware e as características do sistema operacional eram muito básicas. Portanto, ter um sistema rápido com um computador rápido era uma necessidade.

Mas e hoje? Computadores simples proporcionam o básico para a grande maioria, como acessar a Internet, ouvir uma música ou até passar algumas horas jogando com os amigos. Hoje já não é mais necessário trocar o computador tão rapidamente como outrora, pelos motivos explicados. Porém, como falado no início deste texto, a economia tem que crescer, então o consumidor passa a ser induzido a comprar novamente. Veja alguns os fatores que o estimulam para isso:

  1. A garantia de um computador é geralmente de 1 ano, deixando implicitamente o prazo de uso garantido sem que haja falhas. Após isso, podem ocorrer problemas como desgastamento natural das peças (que poderiam durar mais) ou simplesmente por um vício oculto (programado para estragar). Sobre o vício oculto, existe uma lei para isso no Código de Defesa do Consumidor: “O prazo para o consumidor reclamar de defeito ou vício oculto de fabricação, não decorrentes do uso regular do produto, começa a contar a partir da descoberta do problema, desde que o bem ainda esteja em sua vida útil, independentemente da garantia”;
  2. Baterias de notebook duram em média de 6 a 1 ano sem que viciem ou comecem a descarregar rapidamente. Claro que isto depende de vários fatores, como quantidade de cargas na bateria, mau uso e etc. Novamente, vale a mesma lei do vício oculto, porém é mais “fácil” comprar outra bateria ou trocar tudo de uma vez;
  3. “Novos sistemas operacionais precisam de computadores melhores”, pelo menos esta é a imagem passada pelas companhias de desenvolvimento, embora isso nem sempre seja a verdade. Podemos ver isto no Windows Vista, onde diversos usuários não puderam usar o sistema por não ter um hardware rápido (o Vista era ruim também, convenhamos);
  4. Propagandas insistem que quantidade é qualidade e o “mais recente é melhor”, induzindo o consumidor ao erro. É o caso de lojas que anunciam na televisão, por exemplo. Geralmente em poucos segundos, apresentam apenas as “qualidades”, como memória RAM e HD. Sabemos que o desempenho do computador depende principalmente do processador, embora o conjunto total precise acompanhar;
  5. Existem relatos de impressoras que foram programadas para “travar” com um determinado número de impressões ou por tempo de uso, o que chegasse primeiro. Neste caso, era instalado um microchip de memória EEPROM em uma placa de circuito da impressora, que fazia este controle. Removendo o chip, a impressora voltava a funcionar. O assunto é pouquíssimo divulgado, praticamente não se acha no Google. Existe um site que até ensina como desbloquear estas impressoras. O dono é um programador Russo que, indignado com sua impressora travada, desenvolveu um software capaz de resetar o contador, e assim prolongar a vida útil.

Aos poucos, o consumidor é seduzido a comprar novamente, descartando assim o seu “velho computador”. E em muitos casos, o consumidor nem precisa daquilo. É apenas um desejo proporcionado pela oferta ou pelo status que aquilo irá lhe oferecer. É o caso de oferecer um Tablet para uma senhora de idade, que as vezes não tem a mínima intimidade com o produto ou não irá usá-lo muito além do básico, como a Internet.

 

Ipod, Iphone e Ipad

A Apple também não ficou de fora, e foi processada em 2003 em ação coletiva por negar a substituição de baterias do Ipod. Nesta época, a Apple vendeu milhões de Ipods que misteriosamente apresentavam problemas nas baterias após um tempo de uso. Ao entrar em contato com a Apple, a garantia era omitida, e sempre era recomendado comprar outro Ipod. Na justiça, foi comprovado que as baterias do Ipod eram planejadas para ter uma vida útil curta, segundo os próprios manuais técnicos que a Apple cedeu. Neste caso, a Apple entrou em acordo na justiça, criando um sistema de troca de baterias, estendendo o período de garantia e pagando uma indenização aos afetados.

A Apple trabalha com a Obsolescência Programada no Iphone e Ipad da mesma forma que no Ipod. Basta comparar o Iphone 4 – 4S e o Ipad 2 – Ipad 3; para muitos, são poucas diferenças para justificar uma troca. Entretanto, o Marketing que a Apple faz acaba seduzindo os consumidores a se desfazerem do velho para comprar o novo, mantendo a economia ativa.

 

Impacto ao meio ambiente

Descartar tudo para comprar outro tem um alto preço, e quem paga é o meio ambiente. Para onde vai todo o lixo que produzimos? Vai parar em países da África do Sul (Gana) e Ásia (China e Índia) enchendo os lixões de porcarias que ainda deveriam estar funcionando em nossas mãos. Talvez isso não interesse muito as pessoas, porém devemos lembrar que a humanidade já está consumindo 30% a mais do que o planeta é capaz de repor e é preciso que haja uma redução em até 40% as emissões de gases de efeito estufa para que a temperatura não suba mais do que 2º C. Qual a solução para isso? Reduzir a produção em massa para ajudar a nossa sobrevivência? Ou continuar participando da Obsolescência Programada sem se preocupar com os malefícios?

Diante de uma situação tão alarmante, mudanças dos padrões de produção e consumo, de forma a diminuir o descarte desnecessário de toneladas de lixo eletrônico e tóxico no planeta, são essenciais para reverter esse quadro. Além disso, é dever do Estado regularizar, fiscalizar e induzir esses novos padrões. As empresas, por sua vez, devem garantir ao consumidor acesso à informação e assumir a responsabilidade pelo ciclo de vida dos produtos, visando ao desenho adequado dos produtos e embalagens e o fim da obsolescência programada.

 

Não é tão fácil quanto parece

Deixar a Obsolescência Programada significa barrar toda uma sociedade consumista e estabelecer regras e padrões internacionais de fabricação de todos os tipos de produtos. Mas o principal é precisar enfrentar os poderosos por trás de tudo isto, que desde 1920 vem ditando o quê, quando e como compraremos algum produto. Cabe agora a cada um de nós decidir o que fazer e principalmente o que comprar, pois esperar que o Governo faça algo é perda de tempo.

Aproveite e veja este documentário.
Fontes: G1BBCRede TVInmetroWikipediaO Povo OnlineTecmundo, AnandTech e Computer Info Web

Lucas Peperaio

Estudante de Ciência da Computação, trabalho com desenvolvimento web há 5 anos e com hardware há 8. Nas horas vagas, sou entusiasta de Overclock, Casemod e Benchmarks, além é claro dos Games. Apaixonado por informática e pela vida, procuro compartilhar meus conhecimentos e assim, ajudar as pessoas. Siga-me no youtube, posto semanalmente muito material sobre Hardware, tecnologia e games em geral: Clique aqui

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31 Comentários Deixe o seu

  1. Leandro Chaves

    Lucas, Estou prestes a deixar de seguir o feed do seu blog. Para isso acontecer, é só publicar mais um post sensacionalista e sem utilidade como esse.

    • Lucas Peperaio

      Se para você o assunto não tem utilidade (impacto ambiental, lixo jogado em outros países) ou falar a verdade e explicar um assunto que poucos conhecem é sensacionalismo, fique a vontade.
      Só lembrando, sensacionalismo significa:

      O sensacionalismo, além de caracterizado pelo apelo emotivo e pelo uso de imagens chocantes na cobertura de um fato, também se caracteriza pela capacidade de induzir o telespectador a prender-se a fatos em sua maioria distorcidos, trazendo à tona uma realidade irreal e alterada do cotidiano.

      Eu não distorci nenhum fato, pelo contrário, coloquei a fonte de onde pesquisei. Sensacionalismo é você vir, escrever qualquer coisa barata e não citar fontes seguras. Passei 10 horas pesquisando para escrever esse assunto. Se BBC não é fonte pra ti, sinto muito mas o meu Blog não é pra você. Abraços

      • Leandro Chaves

        Lucas, Eu não questionei as fontes em que você buscou o assunto e sim a relevância do assunto em relação a outras pautas do seu próprio blog. Em uma pesquisa rápida no seu blog encontrei diversos artigos onde você defende a evolução tecnológica, como em “10 bons motivos para comprar um monitor LCD”. E agora você vem condená-la?

        Para a Obsolescência Programada deixar de existir seria necessário parar completamente o avanço da tecnologia. Pois a Obsolescência não vem da prática dos executivos e sim da enxurrada de novas tecnologias que são lançadas no mercado anualmente.

        • Lucas Peperaio

          Não estou condenando, apenas estou mostrando os fatos como eles são. É Óbvio que a Obsolescência Programada contribuiu muito no mundo moderno, criando novas profissões e evoluindo tecnologicamente as já tradicionais, além de gerar empregos e aquecer a economia mundial. Caso ela não existisse, provavelmente este Blog nem teria sido criado, pois a evolução dos computadores estaria bem atrasada.

          Não sou radical ao ponto de me abster de avanços tecnológicos, pois estes melhoram a nossa qualidade de vida.
          Porém, este método evolucionista tem um alto custo, principalmente ambiental. Na época que isso tudo começou, não existia satélites, portanto era difícil saber se o mundo suportaria esta alta carga de lixo adicional.

          Hoje, as empresas e os governos buscam ir na contramão, pois perceberam que de nada adianta fortalecer o mercado econômico e destruir o próprio planeta para isso.

          • Jefferson Justo

            Mano deixa esse doido pra lá continue com matérias assim que é o que esta faltando no nosso país pessoas que ao invés postar fotos de pornografia ou ate mesmo sobre esporte está abrindo o olho da população com um assunto interessante! Mais uma vez parabéns!

          • Gustavo Silva

            Você falou bem, a obsolescência contribuiu muito para o mundo moderno. Contribuiu para a desigualdade, uma vez que apenas 5% da população mundial usufrui de produtos de última geração. É… de 7 bilhões de pessoas, 6.650.000.000 de irmãos seus nunca tocaram num IPhone.

            De quem a obsolecencia melhora a qualidade de vida? Só se for de você e do Bill Gates. Criou novas profissões sim como engenheiros de obsolescência, que tratam de programar quando sua TV vai estragar.

            Ah, e para onde vai esses produtos obsoletos? Ninguém quer saber né… http://s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2011/11/09/maisfotolixo2.jpg

            para onde você acha que foi aquele seu tijolão, http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/foto/0,,21950529-EX,00.jpg

            seu PC antigo http://www.fatonews.com.br/wp-content/uploads/2013/12/sucata3.jpg

            o monitor caixotão, a TV antiga meu amigo? http://ecopassos.com.br/wp-content/uploads/2011/03/lixo-eletronico.jpg

            Que se dane né! joga na rua que o caminhão de lixo pega e aí não é mais problema seu.

            Se você morasse nos EUA isso tudo iria para a Africa, países como Gana, Togo e Camarões são OBRIGADOS a importar o lixo eletrônico americano

        • ODLAVIN

          Essa enxurrada de novas tecnologias a que você se refere nada mais é do que Tecnologia antiga que precisa ser mostrada ao público de modo a manterem a verdadeira tecnologia avançada escondida do povo e ainda ganhar muito dinheiro com propaganda enganosa. As pessoas sem conhecimento se contentam com pouco e não reclamam. O Brasileiro está na frente em ignorância, analfabetismo, doença, fome, sede, miséria, … … EXPLORAÇÃO pelos Imperialistas. Ah, mas se não estás me entendendo vou exemplificar; veja quanto vale o litro de gasolina no IRAQUE, na VENEZUELA, e outros lugares e compare com os preços extorquidos no BRASIL. Agora faça a mesma analogia com o Álcool, agora chamado Etanol e os recordes alardeados de produção da safra de cana-de-açúcar, fora as outras especiarias que também são recordes de produção mas são por demasiadas caras para meu consumo. Continuando, procure se informar quanto vale o litro de tinta para impressora e quanto roubam por míseros 10 mililitros de tinta que é aproximadamente o quanto vem no cartucho novo. Mas espere ! Eu sei que o cartucho vem com a cabeça de impressão. Então compare com o preço do cartucho que não tem a cabeça de impressão. Teria EU que escrever até amanhã sem completar a quantidade de coisas que nos são roubadas diariamente sob a desculpa de avalanche de tecnologia. Isso em todas as especialidades que procurares, haverá algo que não podemos saber pois estamos sendo roubados.

        • Gustavo Silva

          Se você quizer saber, a obsolescência programada RESTRINGE o avanço tecnológico, uma vez em que SIM os engenheiros tecnológicos LIMITAM suas criações buscando criar produtos frágeis que se tornarãm OBSOLETOS em poucos anos. Quando há uma inovação tecnológica inovadora os produtores tratam de lançar aos poucos no mercado uma novidade que poderia ser lançada de uma vez só (os IPhone 5 e Galaxy S5 poderiam ser lançados há 5 anos atrás).

    • Gustavo Silva

      Eu sei que esse post é bem antigo e que provavelmente ninguém vai ler esse comentário, porém eu preciso escrevê-lo para livrar minha mente de aceitar o que foi dito aqui.

      Não meu amigo, este post não é inútil e sensacionolista, mostra apenas uma realidade que todo mundo quer se esconder por ser culpa sua.

      • granius

        li então.concordo ,nossos amados produtos industrializados são assim,porém teremos que arcar com as consequências no futuro. ou nossas próximas gerações.

    • Gustavo Silva

      Eu sei que esse post é bem antigo e que provavelmente ninguém vai ler esse comentário, porém eu preciso escrevê-lo para livrar minha mente de aceitar o que foi dito aqui.

      Não meu amigo, este post não é inútil e sensacionolista, mostra apenas uma realidade que todo mundo quer se esconder por ser culpa sua.

  2. Francisco Moreira

    Não ia comentar nada, mas ao ver o comentário do Leandro, decidei comentar:

    Parabéns, seu blog fala sobre coisas os outros blogs de tecnologia não falam, e é por isso que eu sigo.

    Obsolescencia Programada…nem sabia que isso tinha nome, mas ja tinha me irratado com isso: conheço gente que tem PC, notebook, netbook e tablet, e usam isso para acessar facebook e msn.

    FIz um artigo uma vez sobre o BOINC, sobre como as pessoas poderiam ajudar pesquisas científicas sem fazer nada, apenas emprestando processamento: http://programacaoprogressiva.blogspot.com.br/2012/07/boinc-faca-pesquisas-e-descobertas_5182.html

    Nas minhas pesquisas pra preparar o material fiquei muito surpreso: a maioria das pessoas não usam nem 10% de seus processadores ! E é óbvio, só usam pra Facebook…mas continuam comprando mais máquinas, mais caras e mais potentes…pra quê? Sei lá.

    • Lucas Peperaio

      Obrigado pelos elogios Francisco, eu procuro escrever matérias diferenciadas para fugir do comum, mas nem sempre isso agrada as pessoas, fazer o quê. Vou ler seu artigo sobre o BOINC, até o momento eu nunca tinha ouvido falar e me parece ser um assunto bem interessante. Sobre o uso dos computadores, isto é um fato, as pessoas não precisam de tudo o que compram, porém o Marketing os faz acreditar que ainda não é o suficiente.

  3. Adriano Matos

    Parabéns pelo post, Lucas ! O Leandro Chaves foi infeliz no comentário dele. Não foi discutido se o desenvolvimento dos produtos é ou não incentivado, mas a industria te OBRIGAR a comprar um novo produto, pois o atual parou de funcionar em pouco tempo. O certo é comprar um produto e passar décadas com ele funcionando corretamente. Mas você é livre para comprar o último lançamento, se você julgar valer a pena. E ai você pode vender o produto anterior.

    Todos nós temos um exemplo de eletrodoméstico que durou décadas, foi substituído por uma versão atual, que teve de ser substituída novamente em cinco anos. Geladeiras, maquinas de lavar por exemplo.

    Mas o lixo eletrônico é o pior de tudo, sempre imagino esses monitores de tubo nos lixões, ocupando espaço, poluindo o ambiente…. Estamos acabando com nosso planeta para saciar nossas vaidades.

    Acredito que em certo momento as pessoas vão acordar para o problema e exigirão produtos de qualidade e um consumo mais inteligente, para o bem do nosso mundo.

    • Lucas Peperaio

      Pois é Adriano, essa constante troca de eletrodoméstico contribuiu para o aumento de lixo, poluição do solo/rios e para a destruição da camada de ozônio. Se um produto durasse décadas como antigamente, até mesmo o aquecimento global seria reduzido. Hoje em dia, uma boa solução pra isso é a reciclagem; embora nem tudo possa ser reciclado e ainda sobre algo para o meio ambiente.

      Estamos acabando com nosso planeta para saciar nossas vaidades.
      Pura verdade!

  4. Claudio Bastos

    Lucas, parabéns pelo post. Muito bom e muito detalhado!

    • Lucas Peperaio

      Obrigado Claudio, continue visitando o meu Blog!

      • Edinho Blattner

        Lucas gosteis das suas postagens é a primeira vez que visito seu blog gostaria que você sempre post muitas novidades para que possamos aprender a interpretar, a ter uma boa leitura e esclarecer diversas dúvidas. Em relação ao consumo excessivo o mundo cada vez precisa pensar em novas soluções criativas e sustentáveis para que não prejudique o meio ambiente parabens abraços.

  5. Renato

    Olá excelente post, seu blog sempre trás temas que contribui para um bom conhecimento, e não me cansa de ler, diferentes de muitos outros blogs, aqui encontro informações seguras e assuntos variados, que não encontro igual, sou fã do seu trabalho, parabéns.

    • Lucas Peperaio

      Obrigado pelos elogios e pela consideração com o meu trabalho Renato. Continue acompanhando pois sempre escrevo artigos deste tipo.

  6. Julio Carvo

    O artigo ia bem até a última linha. Aí você lançou a pérola do portugues moderno: “…que o Governo faça algo é perca de tempo.” Obsolecência programada dos editores de gramáticas. O certo é “…que o Governo faça algo é perda de tempo.” E que você não se perca por esse comentário.

    • Lucas Peperaio

      Opa, pequeno deslize deste editor. Obrigado por notar

      • Julio Carvo

        Sim, todos estamos sujeitos a isso. Continue seu bom trabalho o qual acompanho desde o início. Bom 2013!

  7. roberto sancts

    Olá Lucas, Seu blog é top tem muitos assuntos que despertam a curiosidade dos sedentos por saber. Gostaria de parabeniza-lo pelo blog.

    • Lucas Peperaio

      Obrigado Roberto, gosto de postar assuntos interessantes e na maioria dos casos, desconhecidos por boa parte do meu público. Volte sempre!

  8. Anndrey Francys

    Parabéns pelo artigo, achei muito informativo mas como outros falaram devo dizer que sem ela provavelmente não teríamos várias coisas e na realidade ela contribui para verdadeiros avanços tecnológicos. Pessoalmente não compro roupa com estampa de marca e parte alguma, porque não gosto de pagar por algo e ainda fazer propaganda da mesma, isso me rende bons descontos xD, mas meus amigos não pensam assim, gostam de pagar mais para poder usar uma blusa branca da DC e eu? Nem ligo, cada um, cada um e essa linha de pensamento se aplica a smartphones entre outras coisas. Se a pessoa vai se sentir bem por pagar o mesmo valor de um notebook em celular que faz a mesma coisa que o seu antigo quem sou eu para palpitar?

  9. jeferson

    Perfeita matéria! Eu estava procurando sobre a diferença entre as gerações dos processadores e acabei achando esse vídeo de não comprar o Haswell . Achei muito interessante, difícil eu ler um texto até o final rs.

    “O boot será mais rápido em Ultrabooks com SSD”. Isso sem programas pesados né Microsoft!!! Quero ver colocar um Corel Draw, Photoshop etc. Vamos ver se ficará mais rápido!

  10. Jefferson Justo

    Cara muito show essa sua matéria continue assim mano vc vai longe!

  11. Alef

    Lucas, mas e a questão do custo, por exemplo existe tecnologia hj para fazer um smart phone sensacional, mas o custo provavelmente será altíssimo. Mas ainda existem produtos que duram muitos anos, geralmente são os mais caros, aquele fogão de 5 mil, aquela geladeira de 5 mil,e eu observo isso em muitos casos, as vezes a pessoa compra um liquidificador de R$50 e quer que ele dure para sempre, meu pai teve que vender 3 lotes quando ele se casou com a minha mãe para comprar os primeiros eletrodomésticos da minha casa, eles foram caríssimos na época e duram até hj, antigamente as coisas não eram baratas, eu acho que o que mudou foi que agora existem produtos em todas as faixas de preços, e os produtos mais baratos obviamente dão mais defeitos. é lógico que existem exceções como o caso da apple por exemplo ,mas toda indústria tem os picaretas, periféricos razer, produtos apple, muitas vezes são produtos com muito marketing e pouca qualidade, mas vc sempre encontra marcas menos consagradas que produzem produtos de muita qualidade. e outra questão é o lucro constante que esses empresas tem que manter, afinal, são empresas que possuem milhares de funcionários, desde empregadas até phds pesquisando novas tecnologias, isso tudo tem um custo, você acha que a apple conseguiria se manter se lançasse um iphone que durasse 1 século, e qual seria o custo? até lá novas tecnologias já não teriam sido descobertas? isso tudo é muito complicado, eu prefiro acreditar que o mercado simplesmente segue por esse caminho naturalmente, obviamente isso não é auto sustentável, quando os recursos naturais começarem a ficar escassos eles vão ter que dar um jeito, a humanidade sem dá os seus jeitinhos. a tecnologia sempre nos surpreende.